Sexta-feira, Janeiro 20, 2006
Guiné Bissau, memórias em ruína
Faz hoje 33 anos que Amílcar Cabral foi morto. Foi de noite, em Conackry. Se a morte do dirigente do PAIGC foi um golpe das operações especiais portuguesas, tratou-se do golpe mais bem sucedido de toda a guerra colonial. Mas foi um golpe fatal para o futuro do povo guineense, como hoje bem sabemos. Nenhum dos dirigentes que sucederam a Amílcar Cabral teve o engenho ou a vontade para se dedicar ao bem-estar e ao desenvolvimento do país. Amílcar teria tido, estou certo.
Trinta e três anos depois, a memória de Cabral jaz, entre tábuas apodrecidas, na parada do Forte da Amura, em Bissau. Para vergonha dos guineenses...


Trinta e três anos depois, o mausoléu de Amílcar permanece na sombra das grandes acácias. Porque as velhíssimas acácias permanecem de pé. E teimam em ser generosas.Trinta e três anos depois, o carinho dos guineenses pelo pai da nacionalidade esvai-se na ferrugem que consome o velho VW que pertenceu a Amílcar (em Conackry) e que está abandonado, também, num canto do Forte da Amura.
Autoria Carlos Narciso em: http://blogda-se.blogspot.com/
Guiné Bissau, memórias em ruína
Faz hoje 33 anos que Amílcar Cabral foi morto. Foi de noite, em Conackry. Se a morte do dirigente do PAIGC foi um golpe das operações especiais portuguesas, tratou-se do golpe mais bem sucedido de toda a guerra colonial. Mas foi um golpe fatal para o futuro do povo guineense, como hoje bem sabemos. Nenhum dos dirigentes que sucederam a Amílcar Cabral teve o engenho ou a vontade para se dedicar ao bem-estar e ao desenvolvimento do país. Amílcar teria tido, estou certo.
Trinta e três anos depois, a memória de Cabral jaz, entre tábuas apodrecidas, na parada do Forte da Amura, em Bissau. Para vergonha dos guineenses...


Trinta e três anos depois, o mausoléu de Amílcar permanece na sombra das grandes acácias. Porque as velhíssimas acácias permanecem de pé. E teimam em ser generosas.Trinta e três anos depois, o carinho dos guineenses pelo pai da nacionalidade esvai-se na ferrugem que consome o velho VW que pertenceu a Amílcar (em Conackry) e que está abandonado, também, num canto do Forte da Amura.
Autoria Carlos Narciso em: http://blogda-se.blogspot.com/